Tuna Casamenteira

Pela segunda vez consecutiva, a VenusMonti foi convidada a esperar pelos noivos de Santo António à porta da Câmara Municipal de Lisboa. Não lhes atirámos arroz, que os pobres coitados não mereceriam tal martírio (os nossos tunos são muito bons atiradores), mas tocámos umas músicas que cá conhecemos.

Anterior a este acontecimento, cerca de uma semana antes, fomos convidados pela RTP para tocar no programa “Agora Nós”, que por esses dias se dedicou aos casórios. Demos então um cheirinho à audiência, e a mesma pôde atestar a qualidade dos tunos, não só a nível físico, mas também a nível performativo.

Nessa passagem pela TV (olá mãe!), antes de tocarmos o nosso Hino, tivemos tempo de passar pelo museu da RTP, onde, por entre outras relíquias, encontrámos o troféu que o Salvador Sobral esbulhou em Kiev (na verdade era uma versão mais pequena, mas pelas fotos que tirámos não se nota nada), e gravámos umas notícias de última hora num estúdio que por lá havia.

 

 

Quando chegou o dia dos casamentos, os nossos tunos foram rijos, como seria de esperar. Todos trajados, de plantão em frente à Câmara Municipal, sob  um abrasador sol de meio-dia, esperando pela deixa visual para dar início à música. Nenhum vacilou, a espera foi longa mas valeu a pena. Saíram os noivos para a varanda, a tuna começou a tocar, soltaram os balões. Os noivos desceram cá para baixo, a tuna tocou mais um bocado, dançaram os noivos e o público. Aqui tocámos o nosso mais recente original, Luz de Lisboa, e continuámos com a Se Tu Soubesses e a nossa adaptação do Pica do 7, do António Zambujo.

Nós tocámos, todos gostaram e aparecemos na televisão. Foi um dia bom. Estava era calor.

Uma Odisseia Pelo Ulisseia

Nos passados dias 26 e 27 de Maio, a VenusMonti atravessou a Alameda da Universidade e foi participar no Ulisseia, o Festival de Tunas dos nossos vizinhos de Letras, organizados pela AEFLUL e pelas tunas da Faculdade: A Real Académica Tuna Acapella e a Inoportuna.

A primeira noite foi dedicada às serenatas, a valer para o prémio Ofiúsa, atribuído pelas moçoilas da R.A.T.A. à melhor serenata, e que a VenusMonti ganhou, com dois originais seus – a “Não Mais” e a “Linda Morena” – e uma adaptação da música do momento, “Amar Pelos Dois”. Depois das serenatas houve festa pela noite dentro, assim como uma passeata ao luar até ao hospital de Santa Maria, mas sem prejuízos de maior.

No dia seguinte, a VenusMonti continuou com a festa em conjunto com a TAFUL e a VivanTuna, tunas a concurso, e também com a Tunaliz, que participou extra-concurso. Por entre imperiais e rissóis, lá fomos tocando umas portuguesas, umas espanholadas e ainda umas tarantinadas, até à hora do espectáculo.

Chegou a hora da actuação, onde as tunas, em geral, apresentaram os seus reportórios ao público, e as tunas a concurso, em especial, se digladiaram pelos vários prémios apresentados. Da nossa parte, trouxemos o já mencionado prémio Ofiúsa e ainda o prémio de melhor solista.

Terminada a entrega de prémios, o público já se levantava dos lugares, mas ainda houve uns tunos da VenusMonti a subir a palco para dançar e saltar ao som de uma última música pelas tunas anfitriãs, terminando o espectáculo em grande. Depois da actuação, de novo festa e mais forrobodó, ao qual a tuna não faltou.

O Festival foi uma maravilha, dois dias cheios de festa que ficarão para sempre guardados nos nossos corações. Agradecemos, portanto, a todos quantos fizeram a festa connosco, e em especial à organização, que, apesar de se ter estreado por estas andanças festivaleiras, trabalhou bem e ainda teve energia para fazer o forrobodó connosco.

Foi para isto que se fez o 25 de Abril!

Terça-feira passada, como todos sabem, houve feriado. O 25 de abril é uma data carregada de sentimento para todos os portugueses, mas para a VenusMonti, consegue sê-lo ainda mais.

Isto porque celebramos nesta data o aniversário, e este ano contamos já com 21 anos de história tuneril, e por isso mesmo não podíamos deixar de festejar.

Começámos então ao final da tarde, reunimos na baixa lisboeta onde fomos tocando para os transeuntes, à beira-rio, entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio. Encontrando-se o pessoal devidamente animado, seguimos então para a janta, onde não houve bolo, mas não faltou forrobodó!

A noite estava bonita, a comida e a bebida estavam bastante agradáveis, por isso festa e animação houve para dar e vender.

Houve Tuna

E já passou mais um. Se a quarta edição correu bem, podemos dizer que a quinta correu ainda melhor, e deste lado esperamos que quem fez parte da festa tenha desfrutado.

Passaram duas semanas desde o V Instância, semanas essas que serviram para hibernar e/ou estudar tudo o que a preparação e realização do Festival não nos tenha eventualmente permitido adiantar (mas que não se apoquentem os professores, que estes tunos da VenusMonti são malta rija, não fossem eles liderados pelo nosso Lupi, que já perdeu um olho na guerra). E é com esta justificação que só agora lançamos este artigo, nunca por esquecimento ou preguiça.

O ano passado cumprimos um sonho antigo, e com o crescimento da VenusMonti, não só em quantidade, mas também em qualidade, só fazia sentido repetir a dose. Desta vez, já com os calos do ano passado, e com novos desafios que se colocaram no nosso caminho, apresentámos um trabalho que acaba por ser o culminar de vários anos de uma evolução contínua da tuna. E depois de dois festivais, sem dúvida estamos no caminho certo.

Temos muito a agradecer às tunas que aceitaram o desafio, pois sem elas a festa não seria possível, e mesmo com as condicionantes que nos foram impostas em algumas situações, não desanimaram e mantiveram a boa disposição. É claro que um Festival não se faz só do forrobodó, e o Instância não foi excepção. Também a estas tunas se deveu a elevada qualidade musical (e artística no geral, que os pandeiretas e estandartes também são gente) que todos pudemos apreciar, na Noite de Serenatas e na actuação na Aula Magna. Por isso, à Agricultuna, à Versus Tuna, à TAFUL e à TUB, muito obrigado, e às guias, um imenso obrigado por nos ajudarem a aturar estes rapazes. Às colegas da Barítuna também vai um beijinho de agradecimento.

Um especial agradecimento é também dirigido às instituições da nossa casa: à AAFDL pelo apoio constante ao longo destes anos, em especial para o festival, que mais uma vez se realizou, graças não só ao seu apoio financeiro, mas também devido aos contactos fornecidos e à publicidade; à direcção da nossa Faculdade, que nos cedeu os espaços para o evento, e que ajudou também nas despesas relativas à Aula Magna.

Também temos muito a agradecer à Sagres e à Bebilusa, cujo álcool foi uma constante no sangue de todos nós, aos Pastéis de Belém, que não deixaram os nossos níveis de açúcar em baixo, e à Paladin, que sem dúvida temperou tanto os nossos corações como as nossas bifanas.

Aos Bombeiros de Camarate, que já pelo segundo ano consecutivo asseguraram o piquete de segurança e a estadia de alguns
tunos, o nosso imenso obrigado. Agradecemos também à RPM Som, na pessoa do Sr. Rui, que nos garantiu o som e as luzes para o espectáculo.

Um obrigado também à Reprografia Vermelha, na pessoa do Sr, Carlos. À Rede UniverCidades e à MaisSuperior, na pessoa do Sr. Samuel Fortunato, pela publicidade para o festival. À Sónia Véstias, pelas fotografias. Ao Raúl e a sua equipa, pela gravação do festival. À Voz Académica, na pessoa da Ana Ameixa, não só pela cobertura do evento, mas também pela divulgação e passatempos.

À Universidade de Lisboa, ao IPDJ, e à Câmara Municipal de Lisboa.

A todos os que não foram mencionados, mas que, de um ou de outro modo, também nos apoiaram, a todos os que fizeram parte desta festa, um grande, grande, grande obrigado.

 

(E, quem sabe, um até já)